Etapa
Em que momento da experiência o cliente se encontra?
A Jornada do Cliente, ou Customer Journey, representa a sequência de experiências, ações, decisões e interações que uma pessoa ou organização vivencia ao tentar alcançar determinado objetivo.
Ela pode começar muito antes do primeiro contato com uma empresa e continuar muito depois da contratação.
O objetivo não é apenas desenhar uma linha com etapas.
É compreender: o que o cliente tenta realizar, o que espera, com quem interage, onde encontra dificuldades e quais oportunidades existem para melhorar sua experiência.
Jornada do Cliente é uma representação da experiência vivida pelo cliente ao longo de determinada necessidade, decisão, compra, utilização ou relacionamento com uma solução.
O mapa pode organizar elementos como:
Não.
Diferentes negócios, públicos e decisões podem possuir jornadas muito diferentes.
Alguns modelos utilizam etapas como:
Essas etapas podem ser úteis como referência, mas não deveriam ser impostas automaticamente a toda situação.
A jornada deve representar:
a experiência que realmente precisa ser compreendida.
Nem sempre.
A jornada pode começar antes de o cliente conhecer determinada empresa.
Por exemplo:
Se o mapa começa apenas no primeiro contato comercial, parte importante da decisão pode ficar invisível.
A estrutura depende do objetivo, mas alguns elementos aparecem com frequência.
Em que momento da experiência o cliente se encontra?
O que ele está tentando realizar naquele momento?
O que o cliente efetivamente faz?
Onde ocorre uma interação relevante?
Por quais meios as interações acontecem?
O que o cliente espera que aconteça?
O que dificulta, atrasa ou piora a experiência?
Como aquela experiência é interpretada pelo cliente?
O que pode ser melhorado, simplificado, eliminado ou redesenhado?
Que evidências ajudam a acompanhar aquela etapa?
A sequência abaixo é apenas uma referência. A jornada real pode ter menos, mais ou outras etapas.
Algo no contexto gera uma necessidade, tensão, objetivo ou oportunidade.
O cliente começa a buscar informações ou alternativas.
Compara possibilidades e tenta compreender qual delas parece adequada.
Avalia preço, confiança, risco, condições e outros critérios antes de escolher.
Realiza pagamento, cadastro, contrato, reserva, matrícula ou outro procedimento necessário.
Começa efetivamente a relação com a solução escolhida.
Experimenta o serviço, produto ou processo.
Busca ajuda quando surgem dúvidas, problemas ou necessidades adicionais.
Decide renovar, continuar, comprar novamente ou encerrar a relação.
Pode avaliar, indicar, recomendar ou compartilhar sua experiência.
Touchpoint, ou ponto de contato, é uma interação relevante entre o cliente e a organização, solução, marca, pessoa ou sistema relacionado à experiência.
Exemplos:
O ponto de contato é aquilo com que o cliente interage.
Canal é o meio pelo qual determinada interação acontece.
Um ponto de contato é a interação específica.
Exemplo:
canal: WhatsApp.
ponto de contato: primeira resposta recebida após pedir informações.
O mesmo canal pode possuir vários pontos de contato ao longo da jornada.
Porque a experiência não depende apenas do que a empresa entrega, mas também daquilo que o cliente esperava encontrar.
Uma expectativa pode surgir de:
Uma organização pode gerar frustração mesmo entregando algo tecnicamente adequado se criou uma expectativa incompatível com a experiência real.
Fricção é algo que dificulta, atrasa, confunde ou aumenta desnecessariamente o esforço necessário para o cliente.
Exemplos:
Nem toda etapa longa representa fricção.
Em alguns contextos, determinadas verificações são necessárias por segurança, conformidade ou qualidade.
Podem ser incluídas quando ajudam a compreender a experiência e quando possuem alguma base em pesquisa ou observação.
Por exemplo:
O cuidado está em não preencher uma curva emocional apenas com imaginação da equipe.
O mapa deve distinguir:
hipótese de percepção
de:
percepção observada ou relatada.
São interações particularmente importantes para a percepção, confiança ou decisão do cliente.
Dependendo do negócio, podem ser:
Nem todos os pontos de contato possuem o mesmo peso.
Alguns podem influenciar fortemente:
confiança, satisfação, continuidade e recomendação.
O funil normalmente organiza a progressão de oportunidades em direção a determinada conversão.
A Jornada do Cliente procura representar a experiência sob a perspectiva do cliente.
Simplificando:
Funil → como oportunidades avançam no processo comercial?
Jornada → o que o cliente vive enquanto tenta realizar seu objetivo?
As duas estruturas podem ser relacionadas, mas não são a mesma coisa.
Um problema comum ocorre quando a empresa chama de Jornada do Cliente aquilo que na prática é apenas seu próprio processo de vendas.
Não.
O processo interno mostra como a organização realiza determinado trabalho.
A jornada mostra:
como o cliente experimenta determinada situação.
Exemplo:
internamente, uma empresa pode possuir cinco departamentos envolvidos em uma solicitação.
Para o cliente, isso pode aparecer simplesmente como:
“Precisei repetir a mesma informação cinco vezes.”
A comparação entre jornada e processos ajuda a encontrar problemas que não aparecem quando a empresa olha apenas para sua estrutura.
Mapeamento de Processos: AS-IS, TO-BE, gargalos e retrabalhoUma persona procura representar um perfil de cliente relevante para determinada análise.
A jornada procura representar:
aquilo que esse cliente vivencia ao longo de determinada situação.
Assim:
Persona → quem estamos analisando?
Jornada → o que essa pessoa vivencia ao tentar alcançar determinado objetivo?
Uma mesma persona pode possuir várias jornadas dependendo da necessidade.
Jobs to Be Done procura compreender o progresso que o cliente tenta realizar em determinada circunstância.
A Jornada do Cliente aprofunda:
aquilo que acontece ao longo da experiência necessária para realizar esse progresso.
Simplificando:
JTBD → por que o cliente entra em movimento?
Jornada → o que ele encontra durante esse movimento?
As duas abordagens podem ser utilizadas de forma complementar.
Jobs to Be Done: o progresso que o cliente procura realizarO Value Proposition Canvas aprofunda tarefas, dores e ganhos de determinado cliente.
A jornada pode mostrar:
em quais momentos essas tarefas, dores e ganhos aparecem.
Exemplo:
dor identificada no VPC:
insegurança antes da compra.
a jornada pode revelar onde essa insegurança ocorre:
Isso ajuda a transformar uma necessidade genérica em uma oportunidade operacional mais concreta.
Value Proposition Canvas: tarefas, dores e ganhos do clienteA proposta de valor expressa aquilo que a organização pretende tornar relevante para o cliente.
A jornada ajuda a verificar:
como essa promessa é experimentada ao longo da relação.
Imagine uma empresa cuja proposta enfatiza:
simplicidade.
Se a jornada possui:
existe uma incoerência entre:
valor prometido e experiência entregue.
Proposta de Valor: o que é e como criarUma jornada pode revelar implicações para vários blocos do modelo de negócio.
Por exemplo, uma fricção de atendimento pode exigir mudanças em:
Uma melhoria relevante na jornada pode inclusive tornar-se parte da:
Proposta de Valor.
Business Model Canvas: os nove blocos do modelo de negócioA jornada atual procura representar como a experiência acontece hoje.
Pode ser chamada de:
Current State ou AS-IS.
A jornada futura representa:
como se pretende que a experiência funcione depois de determinadas mudanças.
Pode ser tratada como:
Future State ou TO-BE.
O erro é desenhar imediatamente a jornada ideal sem compreender adequadamente aquilo que ocorre hoje.
Não.
Um cliente pode:
Uma representação linear pode ser útil para simplificar a análise, mas não deve fazer a equipe acreditar que o comportamento real sempre segue uma sequência rígida.
Esse comportamento é comum.
Uma pessoa pode:
Para o cliente, essas interações podem representar:
uma única experiência.
Para a organização, porém, podem estar divididas entre sistemas e equipes diferentes.
A jornada ajuda a enxergar:
as transições entre canais.
Um bom mapa começa com uma pergunta específica, não com um template.
Esclareça qual experiência, serviço, público ou problema será analisado.
Evite misturar públicos com jornadas muito diferentes.
Descubra o que o cliente está tentando realizar e por que.
Utilize entrevistas, observação, dados, feedbacks e outras fontes relevantes.
Reconstrua a sequência real da experiência.
Registre o que o cliente faz e procura alcançar em cada etapa.
Identifique onde a experiência encontra a organização.
Observe dificuldades, dúvidas, atrasos, retrabalhos e rupturas.
Nem todo problema precisa ser tratado ao mesmo tempo.
Conecte oportunidades a processos, responsáveis, prioridades e indicadores.
Diferentes fontes podem revelar partes diferentes da experiência.
Entre elas:
Nenhuma fonte isolada necessariamente mostra toda a jornada.
Perguntas sobre situações concretas ajudam a reconstruir aquilo que realmente aconteceu.
Exemplos:
O objetivo é reconstruir a experiência, não apenas perguntar se o cliente ficou satisfeito.
Imagine uma pessoa que precisa permanecer alguns dias em outra cidade por motivo profissional.
O exemplo é fictício e possui finalidade educativa.
Descobre que precisará permanecer alguns dias na cidade.
Utiliza Google, plataformas, recomendações e avaliações.
Compara preço, estrutura, segurança, localização e informações disponíveis.
Procura confirmar detalhes antes de reservar.
Realiza pagamento e recebe as orientações necessárias.
Verifica se localização, acesso, ambiente e estrutura correspondem às expectativas.
Experimenta conforto, privacidade, comunicação e praticidade ao longo dos dias.
Realiza os procedimentos finais e forma uma avaliação geral da experiência.
Pode avaliar, recomendar, retornar em outra viagem ou escolher outra opção.
Em praticamente qualquer etapa.
Por exemplo:
O mapa ajuda a conectar:
uma experiência percebida
a:
processos específicos que podem ser melhorados.
Imagine uma pequena empresa enfrentando dificuldades de organização e buscando apoio externo.
O proprietário percebe aumento de retrabalho, conflitos de responsabilidade e dificuldade de acompanhar a operação.
Pesquisa problemas, métodos, ferramentas e possíveis prestadores.
Procura compreender experiência, método, escopo, adequação e credibilidade.
Explica o contexto e verifica se existe possibilidade de trabalho.
Compara expectativas, entregas, prazo, responsabilidades e condições.
Fornece informações, participa de reuniões e acompanha mudanças.
Verifica se os problemas priorizados estão sendo tratados e se novas demandas surgem.
Em contextos B2B, pode não existir uma única jornada individual.
Podem participar:
Cada pessoa pode possuir:
Nesse caso, pode ser necessário mapear:
a jornada da decisão organizacional e as experiências dos diferentes atores.
A jornada não começa necessariamente na matrícula.
Pode incluir:
Uma experiência educacional pode falhar não apenas pelo conteúdo, mas por:
comunicação, acesso, suporte, orientação, processos e expectativas.
O indicador deve ser escolhido conforme a pergunta e a etapa.
Exemplos:
Uma métrica não deve ser usada apenas porque é popular.
Ela precisa responder:
que comportamento, resultado ou percepção queremos compreender?
OKR x KPI: objetivos, resultados e indicadoresNão. São métricas utilizadas com finalidades diferentes.
Em termos gerais:
NPS procura captar disposição para recomendação.
CSAT procura medir satisfação relacionada a uma experiência, interação ou serviço.
CES procura avaliar o esforço percebido pelo cliente para realizar determinada tarefa ou interação.
Nenhuma dessas métricas representa sozinha toda a experiência do cliente.
Elas podem ser complementadas por:
comportamento, entrevistas, reclamações, retenção e dados operacionais.
Não.
Um cliente pode avaliar positivamente a entrega final e ainda ter enfrentado:
Da mesma forma, uma experiência operacionalmente simples pode receber avaliação baixa se a expectativa estava incorreta.
Por isso, a jornada deve combinar:
dados, comportamento, percepção e contexto.
Depois de mapear a experiência, pode aparecer uma lista grande de oportunidades.
Elas podem ser comparadas considerando:
Ferramentas de priorização podem ajudar, desde que os critérios sejam adequados ao problema.
Matriz GUT: como priorizar problemas e açõesO mapa só gera melhoria quando os aprendizados chegam à execução.
Depois da análise, pode ser necessário:
É nessa transição que ferramentas de gestão se tornam especialmente úteis.
A jornada pode revelar dezenas de problemas.
A Matriz GUT pode ajudar a comparar alguns deles considerando:
Exemplo:
a jornada identifica:
demora na confirmação de pagamento.
Antes de iniciar a correção, a organização pode comparar esse problema a outras fricções identificadas.
Matriz GUT: Gravidade, Urgência e TendênciaAlguns problemas de experiência surgem porque ninguém sabe claramente quem responde por determinada etapa.
A RACI pode ajudar a definir:
Ela não substitui o mapa da jornada.
Atua em outra pergunta:
quem precisa fazer o quê para aquela experiência funcionar?
Matriz RACI: como definir responsabilidadesDepois de identificar uma melhoria prioritária, o 5W2H pode ajudar a organizar sua execução.
Por exemplo:
problema:
cliente não recebe orientação clara após a contratação.
ação:
criar um processo padronizado de onboarding.
O 5W2H pode estruturar:
o quê, por quê, onde, quando, quem, como e quanto.
5W2H: como estruturar um plano de açãoO PDCA pode organizar ciclos de melhoria relacionados a fricções identificadas.
Uma aplicação possível:
Plan → escolher uma fricção, investigar causas e planejar uma mudança.
Do → testar ou implementar a alteração.
Check → verificar resultados e indicadores.
Act → padronizar, ajustar ou revisar a solução.
PDCA: Planejar, Executar, Verificar e AgirNão necessariamente.
Ela pode revelar:
onde uma experiência problemática aparece.
Mas a causa pode estar:
Por isso, a jornada pode indicar:
onde investigar,
mas não deveria substituir diagnóstico.
Diagnóstico Organizacional: problemas, causas e oportunidadesA Jornada do Cliente concentra-se principalmente na experiência vivida pelo cliente.
O Service Blueprint aprofunda como a organização precisa funcionar para produzir essa experiência.
Ele pode relacionar:
Simplificando:
Jornada → o que o cliente vive?
Service Blueprint → o que precisa acontecer na organização para essa experiência ser entregue?
Não necessariamente.
Em muitas situações, o cliente simplesmente deseja:
Criar elementos surpreendentes enquanto problemas básicos continuam existindo pode deslocar atenção daquilo que realmente importa.
Em alguns casos, o melhor desenho de experiência é:
remover uma dificuldade desnecessária.
Não.
Automação pode:
Mas também pode gerar:
A pergunta não deveria ser:
“O que podemos automatizar?”
mas:
“Em qual etapa a automação melhora a experiência sem comprometer qualidade, segurança ou resolução?”
A IA pode alterar diferentes pontos da experiência.
Pode apoiar:
Mas também cria questões relacionadas a:
A tecnologia deve ser avaliada em função da experiência e do contexto, não apenas por estar disponível.
O mapa é uma lente sobre a experiência.
Ele não demonstra automaticamente:
A Jornada do Cliente pode apontar:
onde existe uma oportunidade ou dificuldade.
Depois, outras análises podem ser necessárias para compreender:
por que acontece e como mudar.
Uma experiência é resultado de várias relações que podem estar invisíveis para o cliente.
Uma leitura sistêmica pode perguntar:
A pergunta deixa de ser:
“Qual tela precisamos mudar?”
e pode se tornar:
“Que conjunto de relações está produzindo essa experiência?”
Abordagem Sistêmica: contexto, relações e interdependênciaPara a organização, marketing, vendas, financeiro, operação e atendimento podem ser áreas separadas.
Para o cliente, não necessariamente.
Ele percebe uma sequência de experiências.
Se precisa repetir informações, aguardar, interpretar mensagens contraditórias ou descobrir sozinho o próximo passo, a divisão interna da empresa pouco importa.
A Jornada do Cliente ajuda a inverter a perspectiva:
sair do organograma e olhar o caminho vivido pelo cliente.
Depois, voltamos para dentro da organização para compreender quais processos, pessoas, sistemas e decisões produzem aquela experiência.
O contexto vem antes da ferramenta.
O mapa pode funcionar como ponte entre:
cliente, processos, responsabilidades e gestão.
Definir qual cliente, necessidade e experiência serão analisados.
Representar aquilo que acontece hoje.
Localizar dificuldades, atrasos, rupturas e inconsistências.
Relacionar a experiência a processos, pessoas, sistemas e decisões.
Definir quais problemas merecem atenção primeiro.
Definir como a jornada deveria funcionar.
Definir ações, responsáveis, recursos e prazos.
Acompanhar resultados, comportamento e percepção após as mudanças.
Cada ferramenta acrescenta uma perspectiva diferente.
Investiga circunstâncias, progresso e decisão.
Organiza etapas, interações, expectativas e fricções.
Aprofunda o perfil do cliente e o mapa de valor.
Conecta cliente, necessidade, benefício e diferenciação.
Relaciona clientes, canais, recursos, atividades, receitas e custos.
Aprofunda fluxos, etapas, entradas, saídas e gargalos.
Organiza responsabilidades entre pessoas e áreas.
Organiza ciclos de planejamento, execução, verificação e ajuste.
É uma representação das experiências, ações, decisões e interações que um cliente vivencia ao longo de determinada necessidade, compra ou relacionamento.
Customer Journey é a expressão em inglês utilizada para Jornada do Cliente.
Serve para compreender etapas, objetivos, interações, expectativas, dificuldades e oportunidades ao longo da experiência.
Não existe uma sequência universal. Dependendo do contexto, podem aparecer necessidade, descoberta, consideração, decisão, contratação, uso, suporte, continuidade e recomendação.
Não necessariamente. Ela pode começar quando surge a necessidade ou quando o cliente começa a buscar uma solução.
Não. Uso, suporte, renovação, recompra, cancelamento e recomendação também podem fazer parte da jornada.
É uma interação relevante entre o cliente e a empresa, marca, solução, pessoa ou sistema relacionado à experiência.
Não. Canal é o meio. Touchpoint é a interação específica que ocorre por meio daquele canal.
É algo que aumenta desnecessariamente esforço, demora, confusão ou dificuldade para o cliente.
São interações particularmente importantes para a percepção, confiança ou decisão do cliente.
Não. O funil normalmente representa progressão comercial. A jornada procura representar a experiência sob a perspectiva do cliente.
Não. Processo mostra como a organização trabalha. Jornada mostra aquilo que o cliente vivencia.
Não. Persona representa um perfil. Jornada representa a experiência relacionada a determinado objetivo ou situação.
JTBD procura compreender o progresso que o cliente busca realizar. A jornada mostra aquilo que ele vivencia ao longo desse movimento.
Sim. O VPC ajuda a compreender tarefas, dores e ganhos, enquanto a jornada ajuda a localizar quando e onde eles aparecem.
Defina o objetivo, delimite o cliente, reúna evidências, identifique etapas, ações, objetivos, pontos de contato, fricções e oportunidades.
É possível criar hipóteses, mas elas não deveriam ser tratadas automaticamente como representação da experiência real.
Podem aparecer quando relevantes, mas é importante distinguir hipóteses de percepções sustentadas por evidências.
Não. Clientes podem avançar, voltar, comparar novamente, adiar, abandonar ou mudar de canal.
É uma representação da experiência atual, da forma como acontece hoje.
É uma representação da experiência futura desejada após determinadas mudanças.
É uma ferramenta que aprofunda como atividades visíveis e de bastidores, pessoas, processos e sistemas se conectam à experiência do cliente.
A Jornada concentra-se na experiência do cliente. O Service Blueprint aprofunda o funcionamento necessário para produzir essa experiência.
Não. É uma métrica específica relacionada à recomendação e não representa sozinha toda a experiência.
É uma métrica utilizada para avaliar satisfação relacionada a determinada experiência, interação ou serviço.
É uma métrica utilizada para avaliar o esforço percebido pelo cliente em determinada tarefa ou interação.
Não existe uma única métrica ideal para todas as jornadas. A escolha depende da pergunta e da etapa analisada.
Não necessariamente. Ela pode mostrar onde um problema aparece, mas outras análises podem ser necessárias para compreender sua causa.
Podem ser considerados impacto, frequência, gravidade, risco, número de clientes afetados e complexidade de resolução.
Pode ajudar a comparar problemas identificados, desde que seus critérios sejam adequados ao contexto.
Pode ajudar a definir responsabilidades quando melhorias dependem de várias pessoas ou áreas.
Sim. Pode ajudar a transformar melhorias priorizadas em ações estruturadas.
Pode ajudar a estruturar ciclos de melhoria, teste, acompanhamento e ajuste.
Não. Ela pode reduzir esforço, mas também gerar novas fricções se for mal aplicada.
Sim. O mapa pode ser simples, desde que ajude a compreender a experiência real e gere decisões úteis.
Um dos principais é construir a jornada apenas com suposições internas e tratá-las como experiência real do cliente.
Não. O mapa precisa ser transformado em decisões, processos, responsabilidades e melhorias efetivamente executadas.
A Jornada do Cliente conecta aquilo que o cliente procura realizar à experiência que encontra ao longo do caminho.
Jobs to Be Done: o progresso que o cliente procura realizar
Value Proposition Canvas: tarefas, dores, ganhos e proposta de valor
Proposta de Valor: o que é e como criar
Business Model Canvas: os nove blocos do modelo de negócio
Mapeamento de Processos: AS-IS, TO-BE, gargalos e retrabalho
Diagnóstico Organizacional: problemas, causas e oportunidades
Matriz GUT: como priorizar problemas
Matriz RACI: como definir responsabilidades
5W2H: como estruturar um plano de ação
PDCA: Planejar, Executar, Verificar e Agir
OKR x KPI: objetivos, resultados e indicadores
Conteúdo de Roberto Tomaz, relacionado às áreas de Gestão, Estratégia, Marketing, Experiência do Cliente, Processos e Desenvolvimento Organizacional.
Atualizado em 27 de agosto de 2026 .
A Jornada do Cliente pode ser utilizada para representar aspectos da experiência relacionados a:
etapas, objetivos, ações, pontos de contato, canais, expectativas, dificuldades, percepções e oportunidades de melhoria.
Não existe uma estrutura universal de etapas adequada a todos os negócios e contextos.
Mapas produzidos apenas com informações internas podem representar hipóteses e não necessariamente a experiência real do cliente.
A jornada não demonstra automaticamente:
causa raiz, viabilidade financeira, estratégia, rentabilidade, estrutura organizacional, responsabilidades ou adequação regulatória.
Ela pode ser complementada por Jobs to Be Done, Value Proposition Canvas, Proposta de Valor, Business Model Canvas, Diagnóstico Organizacional, Mapeamento de Processos, Matriz GUT, RACI, 5W2H, PDCA, indicadores e outras ferramentas adequadas à demanda.
Os exemplos apresentados neste artigo são fictícios e possuem finalidade exclusivamente educativa.
Mudanças em jornadas que envolvam aspectos jurídicos, financeiros, técnicos, regulatórios, educacionais, de saúde, proteção de dados ou atividades reservadas devem considerar as habilitações e responsabilidades correspondentes.
O mapeamento da Jornada do Cliente pode integrar processos de estratégia, experiência e desenvolvimento organizacional para compreender pontos de contato, fricções e expectativas e conectá-los aos processos, responsabilidades e melhorias necessárias para uma entrega mais coerente.