O que precisa ser feito?
Refere-se ao resultado ou atividade prática que a pessoa procura realizar.
Jobs to Be Done, também conhecido pela sigla JTBD, é uma forma de compreender decisões de clientes a partir do progresso que eles procuram realizar em determinadas circunstâncias.
Em vez de analisar apenas idade, profissão, renda ou características de um produto, a abordagem pergunta:
o que essa pessoa está tentando realizar, em qual contexto e por que determinada solução é escolhida para ajudá-la?
O produto, portanto, deixa de ser o ponto de partida.
Primeiro procuramos compreender a situação, o progresso desejado e as forças que participam da decisão.
Jobs to Be Done é uma abordagem que procura compreender o progresso que pessoas ou organizações desejam realizar em determinadas circunstâncias.
A ideia central pode ser resumida desta forma:
clientes não escolhem uma solução apenas por suas características; eles a utilizam porque esperam que ela os ajude a avançar em alguma situação.
Por isso, JTBD procura investigar:
Jobs to Be Done não deve ser tratado como uma metodologia única com apenas uma interpretação ou um único procedimento.
Diferentes autores e escolas contribuíram para seu desenvolvimento e aplicação em inovação, pesquisa de clientes e estratégia.
O conceito tornou-se especialmente conhecido por meio do trabalho de Clayton Christensen e colaboradores sobre decisões de clientes e progresso em determinadas circunstâncias.
Outra linha importante está associada ao trabalho de Tony Ulwick e à metodologia Outcome-Driven Innovation.
Essas abordagens possuem pontos de aproximação, mas não devem ser tratadas como se fossem exatamente a mesma metodologia.
Não.
Nesse contexto, “job” se refere ao que o cliente está tentando:
Por isso, uma tradução literal para “trabalho” nem sempre transmite todo o sentido da abordagem.
Em muitos casos, é mais útil pensar em:
progresso que o cliente procura realizar.
É uma metáfora utilizada para mudar a perspectiva sobre a compra.
O cliente “contrata” determinada solução porque espera que ela o ajude em uma situação.
Da mesma maneira, pode:
A pergunta deixa de ser:
“Quem compra nosso produto?”
e passa também a ser:
“Em que situação alguém escolhe nossa solução e qual progresso espera realizar?”
Progresso representa uma mudança que a pessoa procura realizar de uma situação atual para uma situação considerada melhor.
Pode ser:
O progresso precisa ser analisado dentro das circunstâncias em que a decisão acontece.
Porque a mesma pessoa pode escolher soluções diferentes dependendo da situação.
Imagine alguém procurando alimentação.
Em uma situação, a prioridade pode ser:
rapidez entre duas reuniões.
Em outra:
aproveitar uma experiência com amigos.
Em outra:
controlar gastos.
A pessoa é a mesma.
O contexto mudou.
E a solução escolhida pode mudar junto.
Porque pessoas demograficamente semelhantes podem comprar o mesmo produto por razões completamente diferentes.
E pessoas demograficamente diferentes podem possuir o mesmo Job to Be Done.
Dados demográficos continuam podendo ser úteis.
O JTBD apenas adiciona outra pergunta:
o que estava acontecendo quando essa pessoa começou a procurar uma solução?
Sim. Uma escolha pode envolver simultaneamente resultados objetivos e dimensões humanas da decisão.
Refere-se ao resultado ou atividade prática que a pessoa procura realizar.
Pode envolver segurança, confiança, tranquilidade, autonomia ou outras experiências relacionadas à situação.
Pode envolver reputação, pertencimento, reconhecimento ou expectativas sociais.
Nem sempre o produto representa o verdadeiro objetivo do cliente.
Alguém pode comprar uma furadeira porque precisa:
instalar uma prateleira.
A instalação pode servir para:
organizar determinado ambiente.
O que parece uma demanda por furadeira pode estar dentro de um objetivo mais amplo.
Essa mudança de perspectiva ajuda a identificar outras maneiras de atender o mesmo progresso.
“Reservar um quarto” descreve uma ação, mas pode não explicar todo o progresso buscado.
Imagine uma pessoa que viajará a trabalho.
O contexto:
precisa permanecer alguns dias em outra cidade e trabalhar normalmente durante esse período.
Entre os resultados que pode buscar:
Nesse cenário, diferentes tipos de hospedagem competem para ajudar no mesmo progresso.
“Contratar uma consultoria” provavelmente não é o objetivo final.
Imagine uma pequena empresa crescendo e ficando mais difícil de administrar.
O proprietário pode estar tentando:
Nesse contexto, consultoria é apenas uma das possíveis soluções.
Outras alternativas podem incluir:
contratar um gestor, adquirir um sistema, capacitar a equipe ou reorganizar processos internamente.
Pode haver um objetivo muito mais específico por trás da matrícula.
Uma pessoa pode procurar um curso para:
Alunos matriculados no mesmo curso podem possuir Jobs diferentes.
Isso influencia:
expectativas, comunicação, permanência e percepção de valor.
Não necessariamente.
Dependendo da circunstância, a pessoa pode estar tentando:
O mesmo imóvel pode ser avaliado de formas muito diferentes conforme o progresso buscado.
Normalmente existe alguma mudança, tensão ou circunstância que torna a situação atual menos satisfatória.
Alguns exemplos:
Identificar esse momento ajuda a compreender por que a decisão começou agora e não meses antes.
Uma linha de aplicação de JTBD analisa forças que favorecem ou dificultam a mudança da solução atual para outra.
Algo no estado atual torna-se insatisfatório e aumenta a vontade de mudança.
A pessoa percebe uma alternativa que promete ajudá-la a realizar melhor seu progresso.
Podem surgir dúvidas sobre preço, adaptação, risco, confiança ou funcionamento.
Mesmo insatisfeito, o cliente pode permanecer com aquilo que já conhece por hábito, conveniência ou custo de mudança.
Porque o cliente não é obrigado a substituir a situação atual.
Ele pode:
Isso amplia a análise de concorrência.
A pergunta não é apenas:
“Por que escolheríamos nossa empresa em vez do concorrente?”
Também é:
“Por que o cliente mudaria agora?”
Podem.
Se duas soluções ajudam o cliente a realizar progresso semelhante, elas podem disputar a mesma decisão mesmo pertencendo a categorias diferentes.
Imagine alguém que precisa se deslocar.
Dependendo da circunstância, pode considerar:
Olhar apenas para empresas da mesma categoria pode esconder substitutos importantes.
Não.
Dizer que alguém precisa de:
conforto, segurança, organização ou praticidade
pode ser genérico demais.
JTBD procura relacionar necessidade a:
A análise ganha força quando explica:
por que determinada necessidade tornou-se importante naquela situação.
Em vez de tentar imaginar internamente o que o cliente quer, é necessário investigar situações reais.
Investigue uma compra, troca, abandono ou decisão real.
Descubra o que estava acontecendo antes de a busca começar.
Compreenda o que tornou a situação atual insuficiente.
Descubra quais soluções foram consideradas, inclusive permanecer como estava.
Entenda o que pesou na escolha final.
Descubra o que quase impediu a mudança.
Compreenda aquilo que a pessoa realmente esperava tornar melhor.
Procure padrões entre decisões de diferentes clientes.
Perguntas sobre acontecimentos concretos ajudam a reconstruir o processo de decisão.
Exemplos:
A ideia é reconstruir o ocorrido, não conduzir o entrevistado até uma resposta previamente desejada.
Perguntas excessivamente hipotéticas ou indutoras podem gerar respostas agradáveis, mas pouco relacionadas ao comportamento real.
Exemplos:
“Você compraria um aplicativo que resolvesse isso?”
“Você não acha que seria melhor fazer dessa forma?”
Pode ser mais útil perguntar:
“O que você fez da última vez que isso aconteceu?”
ou:
“Que alternativas você realmente considerou?”
Comportamento passado não garante comportamento futuro, mas pode fornecer evidências mais concretas sobre a decisão.
Porque muitas decisões não acontecem em um único instante.
Pode existir uma sequência:
Reconstruir essa linha ajuda a entender como a necessidade ganhou importância ao longo do tempo.
Não existe uma única fórmula universal utilizada por todas as vertentes de JTBD.
Uma forma simples de organizar o raciocínio pode considerar:
contexto → progresso desejado → resultado relevante.
Por exemplo:
“Quando minha empresa começa a crescer além daquilo que consigo acompanhar pessoalmente, preciso organizar responsabilidades e processos para conseguir delegar sem perder visibilidade da operação.”
O objetivo não é criar uma frase elegante.
É representar de forma útil aquilo que foi aprendido sobre a situação do cliente.
Essa estrutura é utilizada em algumas aplicações para organizar uma Job Story ou raciocínio relacionado ao contexto.
Exemplo:
Quando minha equipe cresce e começo a perder visibilidade das responsabilidades, quero organizar os papéis para poder delegar com mais clareza.
A estrutura pode ser útil, mas não deve ser confundida com toda a teoria e todas as metodologias relacionadas a Jobs to Be Done.
Preencher uma frase não substitui:
investigação, comparação de casos e validação.
Em determinadas metodologias de Jobs to Be Done, um Job funcional pode ser dividido em etapas para compreender onde surgem dificuldades e oportunidades.
Em vez de analisar apenas o produto atual, pergunta-se:
quais etapas o cliente precisa realizar para concluir determinado trabalho?
Dependendo da metodologia utilizada, o mapeamento pode organizar etapas como:
Essa é uma aplicação estruturada específica, e não a única forma de trabalhar JTBD.
Em metodologias orientadas a resultados, busca-se identificar critérios que o cliente utiliza para avaliar se o Job está sendo realizado adequadamente.
Por exemplo, uma pessoa pode desejar:
Esses critérios podem orientar pesquisa, desenvolvimento e priorização de oportunidades.
Persona e JTBD observam o cliente sob perspectivas diferentes.
Uma persona pode descrever:
JTBD concentra-se especialmente no:
progresso que alguém procura realizar em determinada circunstância.
Portanto, duas personas diferentes podem possuir um Job semelhante.
E uma mesma persona pode possuir Jobs diferentes conforme a situação.
As abordagens podem ser complementares.
Pode.
Em vez de segmentar somente por:
uma organização também pode investigar grupos que procuram realizar progressos semelhantes.
Isso não significa abandonar segmentações demográficas ou firmográficas.
Significa adicionar uma lente baseada na situação e no resultado buscado.
JTBD ajuda a compreender o progresso que o cliente procura realizar.
A proposta de valor pode então ser construída considerando:
Em termos simples:
JTBD → o que o cliente está tentando realizar?
Proposta de Valor → como nossa solução pode ser relevante nesse progresso?
Proposta de Valor: o que é, como criar e como demonstrar relevânciaO Value Proposition Canvas organiza o perfil do cliente em:
e relaciona esse perfil a:
JTBD pode aprofundar especialmente:
circunstâncias, progresso e processo de decisão.
As abordagens podem ser usadas em conjunto, desde que não sejam tratadas como exatamente a mesma metodologia.
Value Proposition Canvas: tarefas, dores, ganhos e proposta de valorOs conceitos possuem forte relação, mas é melhor evitar tratá-los automaticamente como estruturas metodológicas idênticas.
No Value Proposition Canvas, Customer Jobs fazem parte do Perfil do Cliente.
Em Jobs to Be Done, dependendo da linha utilizada, a análise pode aprofundar:
O mais importante é saber:
qual pergunta estamos tentando responder e qual abordagem está sendo utilizada.
JTBD pode aprofundar a compreensão dos clientes antes de decisões sobre outros blocos do modelo de negócio.
Ao compreender melhor o progresso buscado, uma empresa pode revisar:
A descoberta de um Job importante pode inclusive revelar que o modelo atual está organizado em torno do produto, e não da necessidade real do mercado.
Business Model Canvas: como compreender os nove blocos do modelo de negócioPorter ajuda a analisar pressões competitivas de um setor.
JTBD pode ampliar principalmente a análise de:
alternativas e substitutos do ponto de vista do progresso do cliente.
Uma solução de categoria diferente pode competir pelo mesmo Job.
Isso ajuda a enxergar concorrência além da lista dos competidores tradicionais.
Cinco Forças de Porter: como analisar a competição em um setorPode contribuir para compreender se novas ofertas ou mercados realmente correspondem a progressos relevantes dos clientes.
Imagine uma estratégia de:
desenvolvimento de produto.
Antes de criar novas funcionalidades, JTBD pode ajudar a perguntar:
existe um Job importante que a solução atual ainda realiza mal?
Em desenvolvimento de mercado, pode-se investigar:
o novo segmento procura realizar o mesmo progresso nas mesmas circunstâncias?
Matriz Ansoff: estratégias de crescimentoJTBD pode revelar necessidades e oportunidades relacionadas ao progresso dos clientes.
SWOT pode ajudar a analisar como essas oportunidades encontram:
Descobrir uma necessidade relevante não significa que a organização esteja preparada para atendê-la.
Estratégia também exige considerar:
capacidade de entrega.
Análise SWOT: Forças, Fraquezas, Oportunidades e AmeaçasA abordagem desloca a atenção de:
“Que funcionalidades podemos adicionar?”
para:
“Onde o cliente ainda encontra dificuldade para realizar seu progresso?”
Isso pode gerar oportunidades relacionadas a:
A inovação deixa de depender apenas de novas tecnologias e pode surgir de uma maneira melhor de realizar um Job existente.
Sim. Essa é uma das ideias estratégicas mais úteis associadas ao JTBD.
Pessoas podem procurar realizar determinado progresso durante muito tempo, enquanto as tecnologias utilizadas para isso mudam.
Por exemplo, a necessidade de:
comunicar-se com alguém à distância
existia antes de:
Tecnologias mudam.
O progresso subjacente pode permanecer relevante.
Ajuda a evitar começar pela tecnologia.
Em vez de perguntar:
“Onde podemos colocar IA?”
pode ser mais útil perguntar:
“Que Job está sendo realizado hoje, onde existem dificuldades e em que parte a IA poderia gerar valor?”
A tecnologia pode ajudar a:
Mas sua adoção precisa considerar qualidade, segurança, privacidade, governança e validação humana conforme o contexto.
JTBD procura compreender o progresso que impulsiona determinada decisão.
A Jornada do Cliente costuma mapear etapas e interações vividas ao longo da relação com uma solução ou organização.
Simplificando:
JTBD → por que estou tentando realizar essa mudança?
Jornada → o que acontece durante minha experiência para realizá-la?
As duas lentes podem se complementar muito bem.
Não.
JTBD procura compreender o progresso do cliente.
Mapeamento de processos procura compreender como determinadas atividades são realizadas.
Um processo interno pode ser redesenhado justamente porque o JTBD revelou uma dificuldade importante na experiência do cliente.
Assim:
JTBD → o que o cliente tenta realizar?
Processo → como organizamos a operação para apoiar esse resultado?
Mapeamento de Processos: AS-IS, TO-BE, gargalos e retrabalhoSim, mas decisões empresariais podem envolver vários atores.
Dependendo da contratação, podemos encontrar:
Cada ator pode possuir critérios, riscos e interesses diferentes.
A investigação precisa compreender:
quem realiza o Job, quem escolhe, quem paga e quem pode impedir a decisão.
Sim. A lógica pode ser utilizada sem transformar a pesquisa em um projeto excessivamente complexo.
Uma pequena empresa pode começar entrevistando clientes e investigando:
Mesmo poucas entrevistas não autorizam generalizações para todo o mercado.
Mas podem revelar hipóteses e padrões importantes para investigação posterior.
Não necessariamente.
Dependendo da pergunta, pode ser útil compreender:
Cada grupo pode revelar forças diferentes do processo de decisão.
Não existe um número universal que garanta uma conclusão válida em todos os contextos.
A quantidade necessária depende de fatores como:
Entrevistas qualitativas podem revelar padrões e gerar hipóteses.
Decisões de maior impacto podem exigir complementação quantitativa e outras fontes de evidência.
Não.
A forma de aplicação depende da metodologia adotada.
Podem ser combinados:
Diferentes métodos ajudam a responder perguntas diferentes.
Outcome-Driven Innovation, ou ODI, é uma metodologia associada ao trabalho de Tony Ulwick que operacionaliza uma abordagem de Jobs to Be Done com foco em resultados desejados pelos clientes.
A metodologia procura estruturar, entre outros elementos:
É importante não utilizar:
JTBD
e:
ODI
como se fossem necessariamente sinônimos.
JTBD é uma ideia e campo mais amplo, enquanto ODI representa uma metodologia específica dentro desse universo.
Compreender um Job relevante não equivale a comprovar a viabilidade de um negócio.
JTBD não demonstra automaticamente:
Um Job pode ser importante e ainda assim existir dificuldade para criar uma solução:
desejável, viável, sustentável e competitiva.
Uma decisão raramente acontece isolada das relações e condições que cercam a pessoa ou organização.
Algumas perguntas podem ampliar a análise:
Isso ajuda a evitar uma leitura simplista:
cliente → problema → produto.
A decisão pode envolver relações, restrições, experiências passadas e consequências mais amplas.
Abordagem Sistêmica: contexto, relações e interdependênciaEle pode estar tentando realizar um progresso.
E nosso produto é apenas uma das alternativas possíveis para ajudá-lo.
Essa mudança de perspectiva altera a pergunta.
Em vez de começar:
“Como vender mais esta solução?”
podemos investigar:
“Em quais circunstâncias as pessoas procuram avançar, o que impede esse progresso e como escolhem uma alternativa?”
Depois, podemos discutir:
produto, serviço, experiência, comunicação, preço e modelo de negócio.
Primeiro, compreender o movimento.
Depois, selecionar a ferramenta.
O contexto vem antes da ferramenta.
Uma sequência possível parte de situações reais antes de chegar a soluções.
Definir compra, troca, abandono ou situação relevante.
Compreender o que estava acontecendo quando a mudança começou.
Entender aquilo que a pessoa buscava tornar melhor.
Mapear soluções consideradas e situação anterior.
Compreender impulsos, atração, ansiedades e hábitos.
Comparar diferentes casos e identificar semelhanças relevantes.
Transformar os aprendizados em hipóteses sobre cliente, valor e oportunidade.
Validar se determinada proposta realmente ajuda o cliente a realizar melhor o progresso.
Cada ferramenta responde a uma pergunta diferente.
Analisa fatores externos do macroambiente.
Analisa pressões competitivas do setor.
Relaciona fatores internos e externos.
Organiza alternativas entre produtos e mercados.
Representa os componentes do modelo de negócio.
Conecta cliente, necessidade, benefício e diferenciação.
Aprofunda o perfil do cliente e o mapa de valor.
Investiga circunstâncias, mudança, alternativas e processo de decisão.
É uma abordagem utilizada para compreender o progresso que pessoas ou organizações procuram realizar em determinadas circunstâncias.
JTBD é a sigla de Jobs to Be Done.
Não. Refere-se àquilo que o cliente está tentando realizar ou ao progresso que procura fazer.
O campo possui contribuições de diferentes autores e escolas. Clayton Christensen teve papel importante na popularização do conceito, enquanto Tony Ulwick desenvolveu uma abordagem relacionada por meio do Outcome-Driven Innovation.
Serve para compreender melhor por que clientes procuram, escolhem, utilizam, substituem ou abandonam determinadas soluções.
É a mudança que o cliente procura realizar de uma situação atual para uma situação considerada melhor.
Porque a mesma pessoa pode escolher soluções diferentes dependendo da circunstância em que o Job surge.
Não. Dados demográficos podem continuar úteis, mas JTBD acrescenta uma análise do progresso e das circunstâncias da decisão.
Sim. Pode envolver resultados práticos que o cliente procura realizar.
Sim. Decisões também podem envolver sentimentos como segurança, tranquilidade ou confiança.
Sim. Algumas decisões também envolvem como a pessoa deseja ser percebida por outras.
É uma metáfora para expressar que o cliente utiliza determinada solução porque espera que ela o ajude a realizar um progresso.
Metaforicamente, sim. Ele pode abandonar determinado produto e escolher outra alternativa para realizar o mesmo Job.
Sim. Se oferecem maneiras diferentes de ajudar o cliente a realizar progresso semelhante, podem funcionar como alternativas na mesma decisão.
Pode ser. O cliente pode optar por manter a situação atual, adiar ou resolver internamente.
Pode-se investigar decisões reais, circunstâncias, gatilhos, alternativas, dificuldades, critérios e progresso esperado.
Uma abordagem possível é reconstruir cronologicamente uma decisão real, perguntando o que aconteceu antes, durante e depois da escolha.
Não. Respostas hipotéticas podem ser complementadas por comportamento, compras reais e experiências anteriores.
Em determinadas aplicações de JTBD, analisa-se aquilo que impulsiona a mudança e aquilo que mantém o cliente na solução atual.
É uma forma utilizada em algumas abordagens para expressar contexto, motivação e resultado desejado, frequentemente por meio de uma estrutura semelhante a “quando... quero... para poder...”.
Não. É apenas uma forma de representar determinados aprendizados. JTBD envolve uma análise muito mais ampla.
Em determinadas metodologias, é um mapa das etapas necessárias para realizar um Job funcional.
São critérios ou resultados desejados utilizados em determinadas metodologias para compreender como o cliente avalia a realização de um Job.
É uma metodologia associada ao trabalho de Tony Ulwick que utiliza uma abordagem estruturada de Jobs to Be Done e resultados desejados para inovação.
Não exatamente. JTBD é um campo mais amplo. Outcome-Driven Innovation representa uma metodologia específica.
Persona descreve um perfil de cliente. JTBD concentra-se no progresso procurado em determinada circunstância.
Sim. Eles podem fornecer perspectivas complementares sobre clientes.
O VPC organiza tarefas, dores e ganhos e os conecta ao Mapa de Valor. JTBD pode aprofundar circunstâncias, progresso e processo de decisão.
São conceitos relacionados, mas não é adequado presumir que todas as estruturas metodológicas sejam idênticas.
JTBD ajuda a compreender o progresso do cliente. A proposta de valor procura mostrar como uma solução pode ser relevante para esse progresso.
Sim. Pode ajudar a identificar dificuldades e necessidades ainda mal atendidas, que podem orientar novas soluções.
Não. Pode ser aplicado a serviços, experiências, processos, educação, mercados B2B e outros contextos.
Sim. A lógica pode ser adaptada para pesquisas e decisões de menor escala.
Não. É uma lente e conjunto de abordagens que podem integrar uma pesquisa mais ampla.
Não. O Business Model Canvas representa componentes do modelo de negócio. JTBD aprofunda uma dimensão relacionada ao progresso do cliente.
Não. Preço exige análises adicionais de custos, margem, concorrência, posicionamento e disposição de pagamento.
Não. Mesmo uma boa compreensão do cliente não elimina riscos de execução, competição, tecnologia, finanças e mercado.
Um dos principais é partir da solução que a empresa já quer vender e construir artificialmente um Job para justificá-la.
Jobs to Be Done aprofunda aquilo que o cliente procura realizar. Outras ferramentas ajudam a transformar esse entendimento em proposta, modelo e decisão estratégica.
Value Proposition Canvas: tarefas, dores, ganhos e proposta de valor
Proposta de Valor: o que é e como criar
Business Model Canvas: os nove blocos do modelo de negócio
Matriz Ansoff: estratégias de crescimento
Cinco Forças de Porter: como analisar a competição
Análise PESTEL: como compreender o macroambiente
Análise SWOT: Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças
Diagnóstico Organizacional: problemas, causas e oportunidades
Mapeamento de Processos: AS-IS, TO-BE, gargalos e retrabalho
Conteúdo de Roberto Tomaz, relacionado às áreas de Gestão, Estratégia, Marketing, Inovação, Modelos de Negócio e Desenvolvimento Organizacional.
Atualizado em 27 de agosto de 2026 .
Jobs to Be Done é utilizado como uma lente para compreender o progresso que pessoas ou organizações procuram realizar em determinadas circunstâncias.
Existem diferentes linhas e metodologias relacionadas ao universo de JTBD.
Por isso, conceitos como:
Job Story, Job Map, Desired Outcomes, Forces of Progress e Outcome-Driven Innovation
não devem ser apresentados como se constituíssem obrigatoriamente uma única metodologia universal.
JTBD não comprova automaticamente:
demanda, tamanho de mercado, disposição de pagamento, viabilidade, lucratividade, competitividade, adequação produto-mercado ou sucesso de uma inovação.
Hipóteses sobre clientes e decisões devem ser confrontadas com evidências adequadas ao contexto.
A abordagem pode ser complementada por entrevistas, pesquisa de mercado, Value Proposition Canvas, Proposta de Valor, Business Model Canvas, PESTEL, Cinco Forças de Porter, SWOT, Matriz Ansoff, análise financeira, testes de oferta e outras ferramentas.
Os exemplos apresentados neste artigo são fictícios e possuem finalidade exclusivamente educativa.
Decisões empresariais, comerciais, financeiras, técnicas, jurídicas ou regulatórias devem considerar profissionais, habilitações e responsabilidades correspondentes quando aplicáveis.
Jobs to Be Done pode integrar processos de estratégia, inovação e desenvolvimento de modelos de negócio para investigar circunstâncias, decisões, alternativas e resultados desejados antes de transformar essas evidências em propostas de valor, serviços, produtos e experiências.